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Revista MEVAM

Produção editorial: MEVAM Campinho. Reflexão baseada em mensagem compartilhada pela igreja.

“Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Salmos 126 ARA

Uma caminhada com destino e propósito

A diferença entre o peregrino e o andarilho é que o peregrino tem um destino e um percurso definido,
enquanto o andarilho não tem um rumo certo. O peregrino não caminha de forma aleatória, caminha
com destino a um santuário. Nós somos peregrinos, estamos caminhando com destino ao Reino, isso precisa estar claro em nossa mente. Estamos aqui de passagem, não devemos nos apegar a nada nesse mundo. O mundo tenta nos fazer pensar que somos andarilhos, mas nós não somos! Todos nós temos um propósito de vida!

Quando temos clareza a respeito de quem somos, conseguimos entender que a nossa caminhada aqui na terra tem o propósito de nos purificar, nos ensinar e nos aperfeiçoar. Quando a gente começa a colocar isso como base pra nossa vida, conseguimos nos agradar com alguns processos que nomeamos como “ruins”, quando na verdade esses processos têm o cunho de nos aperfeiçoar, nos purificar e fazer com que a gente aprenda. Por isso não devemos andar como andarilhos e sim como peregrinos, porque sabemos para onde estamos indo, conseguimos perceber que o que nos acontece tem o caráter de nos forjar, pra gente seguir mais forte, mais lapidado para o próximo impacto.

Nós não estamos onde estamos por acaso. O tempo de mesa, o tempo que investimos para estar com as pessoas, estreitando relacionamentos, não é de forma alguma aleatório. O peregrino olha para as relações e enxerga que tal atitude o está fazendo chegar mais perto de Jesus, entende que até mesmo as dificuldades da vida, está fazendo com que o Senhor endireite as suas veredas, preparando um caminho para que o Senhor venha e opere.

Gratidão pelo que Deus já fez

Grandes coisas o Senhor tem feito em nossas vidas. Você consegue enxergar isso? O Senhor está querendo de nós passos práticos, que Ele perceba a nossa resposta e saiba que Ele é nossa prioridade, a nossa primazia.

Isaías 43:19 – Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo. Existe coisas novas sobre você e a sua casa. Você não percebe? Não perceber, faz com que a nossa alma não exulte de alegria e esquecemos do texto de Salmos 126 que acabamos de ler “Grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres.” Daí a gente vive uma vida onde a alegria já não faz mais parte da nossa rotina, é só pressão e obrigação.

Fé e esperança durante os processos

Lembra daquele dia que você passou resolvendo perrengues? Esse dia o Senhor escreveu, se você achou
que esse dia foi um dia ruim, você perdeu. O Senhor está conosco no meio das circunstâncias. Independentemente do que você esteja passando, o Senhor faz rios no ermo, caminhos no deserto, existe
uma torrente descendo nesse deserto. Ele está cuidando de você! Depois que a gente olha para o passado com gratidão, depois que a gente olha para o presente com súplicas, o Salmista nos instrui a olhar para o futuro com fé e esperança. O amanhã, o nosso novo dia com o Senhor é um tempo de semeadura, é um tempo de investimento.

O que o Salmo 126 ensina sobre memória e esperança?

O Salmo 126 começa recordando um tempo em que a restauração parecia extraordinária. O povo olha para aquilo que Deus já fez e responde com alegria. Mas o próprio salmo também apresenta uma oração por nova restauração. Memória e esperança aparecem juntas: agradecer pelo passado não impede que existam necessidades reais no presente.

Essa combinação é importante para a caminhada cristã. Algumas pessoas se sentem culpadas por ainda enfrentarem problemas depois de experiências marcantes com Deus. O salmo mostra que é possível reconhecer a bondade do Senhor e, ao mesmo tempo, continuar pedindo auxílio. A gratidão não exige fingir que a dor acabou. A fé também encontra palavras na súplica.

A imagem de semear com lágrimas nos lembra que decisões responsáveis podem ser tomadas em dias difíceis. Plantar não é controlar a colheita; é fazer o que está ao nosso alcance com esperança. Para quem está atravessando uma estação de incerteza, a pergunta prática é: qual boa semente posso lançar hoje, mesmo sem ver imediatamente o resultado?

Continue a leitura: veja Sai da tua terra e A fé que suporta, outras mensagens sobre fé e propósito.

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