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Revista MEVAM

Produção editorial: MEVAM Campinho. Reflexão baseada em mensagem compartilhada pela igreja.

“Uma grande multidão o seguia, porque tinham visto os sinais que Ele fazia na cura dos enfermos ” Jo 6:2 KJA

Estamos seguindo Jesus por quem Ele é?

Essa passagem relatada pelo apóstolo João é rica em diversos parâmetros da nossa vida cristã, desde os sinais realizados por Jesus, passando pela fé de um menino em oferecer tudo o que tinha, até a grande multiplicação realizada, alimentando quase cinco mil homens, mas hoje falaremos de algo que tem tomado a mente e o coração de muitos cristãos, estamos seguindo a Cristo verdadeiramente pelo que Ele é? Ou somente pelo que Ele faz? Muitas das vezes respondemos automaticamente que servimos pelo que Ele é, mas nossas atitudes comprovam isso? Estamos vivendo em um “ambiente” cristão mais preocupado pelo que Jesus pode nos oferecer, do que propriamente pela essência dEle.

Assim como a multidão que seguia a Cristo ansiosa pelo seu milagre, estamos vivendo e até exercendo nosso chamado, mas com a inclinação do nosso coração totalmente contrária ao verdadeiro propósito. Cristo busca em nós um coração como o do menino, que poderia estar ali em busca também do seu milagre ou somente para ver, mas acima de tudo, estava com o coração disponível para dar seu sustento em prol da provisão na vida de alguém. Deus não se entristece de estarmos interessados na realização do nosso milagre/benção, porém, quando deixamos que isso tome conta do nosso coração, isso ocupa uma posição muito perigosa em nós, que se chama PRIORIDADE.

O que ocupa o primeiro lugar no coração?

Em Mateus 6:33, está escrito: “Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhe serão acrescentadas. ”, e o que seria “todas estas coisas? ” Quando Jesus fala isso, está se referindo as preocupações da vida no geral, em todos os âmbitos, tudo que envolve a vida do ser humano, portanto, nossa prioridade deve estar em buscar a Deus, com nosso coração disponível em DAR mais do que RECEBER. Quando entendemos verdadeiramente isso, as “demais coisas” são, naturalmente, acrescentadas em nossa vida, porque a resposta que precisamos sempre estará no Senhor!

Reconhecendo a nossa verdadeira necessidade

Em Atos 3:1-8, Lucas nos relata a história de um coxo de nascença que todos os dias era colocado na porta do templo chamada “formosa”, lá ele pedia esmolas a quem passasse, porém, um dia ao se deparar com Pedro e João sua vida mudou totalmente, ele por sua vez fez o de costume, mas recebeu aquilo que necessitava, ao pedir esmolas, Pedro o curou de sua deficiência e o homem que nunca tinha andado, saltou pela primeira vez na vida. Qual a relação dessa passagem com o estudo? A resposta está abaixo:

Muitas das vezes, por nosso coração estar voltado aos nossos interesses, não enxergamos a nossa verdadeira necessidade, o homem NUNCA havia andado, porém, durante toda sua vida, sua única preocupação eram as esmolas a se arrecadar, quando estamos com nosso coração voltado para as nossas prioridades, enxergamos as necessidades terrenas que achamos que são essenciais para nossas vidas e só nos damos conta do que realmente necessitamos quando Deus entra em cena. Para o coxo, foi por meio de Pedro e João que Ele se apresentou, mas e para nós? Podemos fazer uma análise e ver quantas vezes Deus tem se apresentado para deixarmos as nossas necessidades para vivermos as dEle? O Senhor nos chama para realinhar nossos corações com o propósito que Ele projetou para nós, para que possamos assim, vivenciar o favor dEle.

Como examinar as motivações do nosso coração?

João 6 apresenta uma multidão que acompanha Jesus após testemunhar sinais e benefícios. O texto nos convida a fazer uma pergunta que nem sempre é confortável: o que realmente buscamos quando nos aproximamos de Deus? É legítimo levar nossas necessidades diante do Senhor. O problema começa quando todo o relacionamento com Ele é reduzido à expectativa de conseguir aquilo que desejamos.

O próprio discurso de Jesus sobre o Pão da Vida, desenvolvido ao longo do capítulo, amplia essa perspectiva. A multidão precisava compreender que a fé não poderia se limitar a uma busca constante por alimento ou demonstrações de poder. Da mesma forma, nós somos chamados a conhecer Cristo por quem Ele é e a permitir que sua Palavra reorganize nossas prioridades.

Esse exame do coração pode alcançar situações comuns. Como reagimos quando uma oração não recebe a resposta esperada? Continuamos valorizando a comunhão, o ensino bíblico e o serviço ao próximo? Conseguimos agradecer pelo cuidado de Deus sem transformar cada conquista em medida de seu amor? Essas perguntas podem nos ajudar a desenvolver uma fé mais profunda, sustentada pelo relacionamento com Jesus e não apenas pelos resultados que esperamos obter.

Continue a leitura: O poder da intimidade e Cristo é suficiente são outras reflexões para aprofundar esse tema.

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